sábado, 28 de julho de 2012

12 anos do maior acidente de trem da história da CPTM

Olá meus caros visitantes, hoje completam-se exatamente 12 Anos do maior acidente de trem que houve durante a Administração da CPTM, o acidente de Perus.


Foto O Estado de São Paulo
Mais tarde do mesmo dia inicia-se a catástrofe, o trem 1740(série 1700) acaba perdendo os freios e começa a locomover-se pois o trecho é em rampa até a estação Perus. Enquanto o trem descia o trecho que tem a diferença de altura de aproximadamente 65 metros e uma distancia 5,5 km e a velocidade aproximada de 70 km/h, ao saber disso o centro de controle operacional da  CPTM tentou comunicar-se com a composição parada em Perus a 1118(serie 1100) que estava impossibilitada de partir por falta de energia avisando que deveriam evacuá-la pois havia um trem desgovernado em sua cauda. Logo mais ocorre a tragédia o 1740 atinge violentamente a traseira do 1118 resultando na morte de 9 pessoas e deixando cerca de 115 feridas.

Na época em entrevistas João Zaniboni o então gerente de operações disse que " temos que aprender com as fatalidades" somadas as palavras do secretario de transportes metropolitanos, Cláudio Senna disse "se o maquinista tivesse cumprido as normas não teria acontecido o acidente". Sendo assim atribuía-se  a Osvaldo Pieruccini a culpa da tragédia alegando que ele não haveria ter cumprido os procedimentos operacionais de calçar o trem que estava parado, mas o trem deveria mesmo ser calçado e nesse caso não seria função do sistema de freios do trem? E vale ressaltar também a inexistência de calços no interior do trem para que se pudesse utilizar.

Quando houve os depoimentos o maquinista disse ter tentado parar o trem usando objetos de madeira em que tinha a sua volta e sem sucesso, fato logo mais contestado pela própria CPTM que alegou que não haveria resquícios de tais objetos ao redor do local derrubando a palavra do maquinista.






           Tópicos do acidente:



  • as 19:15 ocorre problemas no sistema de energia da linha A entre Perus e Jaraguá;
  • circulação somente entre Perus - Francisco Morato e Pirituba - Brás;
  • Acionado o Paese entre as estações Pirituba e Perus;
  • Composição 1740 é evacuada, freada com freio de serviço, de estacionamento e calçada por maquinista e auxiliar em Jaraguá;
  • 21h 15m, maquinista avisa ao CCO que o trem 1740;
  • CCO tenta avisar a composição parada em Perus 1118 sobre a tragédia eminente;
  • maquinista que tentou calçar a 1740 pediu a evacuação do 1118 sem sucesso;
  • CCO por meio de descarriladeira tenta descarrilar composição sem sucesso;
  • Ocorre a colisão dos trens resultando incialmente em 9 mortos e 48 feridos.
Infelizmente foi necessário uma tragédia para evidenciar os perigos de uma falha no projeto do serie 1700, onde o freio não era tão confiável sendo que em 1995 um trem 1700 rodou desgovernada entre Vila Clarice e Piqueri. A manutenção do sistema de energia era precária e o secretario da época culpou a CPTM, mas esqueceu-se que ela deveria receber investimentos do estado fato que só fora corrigido com medidas cautelares mais frequentes.
Serie 1100 semelhante ao 1118

Hoje em Diaaa....

A rotina segue normalmente, os trens 1700 receberam uma reforma onde os freios foram mudados, estação foi reconstruída nos moldes da antiga, demanda aumentou tornando a linha A em linha 7 Rubi uma das mais movimentadas do sistema e trens novos começaram a rodar junto dos 1100 e 1700. Onde muitos usuários passam por ali diariamente alguns lembram-se do sinistro e outros nem imaginam que algo tão terrível acontecera.


Serie 1700 semelhante ao 1740
Os trens envolvidos no acidente foram baixados, e ceifaram as vidas de:

Arnaldo A. Santos, 39 anos;
Daniele C. Vieira, 11 anos;
Elzo de Jesus Santos;
Leandro P. Bernardes, 20 anos;
Luiz F. Lima, 44 anos;
Paulo Martuchi, 60 anos;
Selmo Quintal, 24 anos;
Maria B. dos Santos.

Onde deixamos a nossa singela homenagem as vitimas e a seus familiares.

Recomendo também ver o video falando sobre o acidente




Texto: Raul Gomes
Informações: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=rW0aBOQVuuw

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Região da Estação Osasco em Revitalização foi Entregue!!

fonte e imagens: site da cptm

A começar pelo entorno...
Entorno da Estação Osasco

    A CPTM entregou, nesta quarta-feira [27] o novo viário e uma praça no entorno da estação Osasco que foram recuperados pela Companhia. O evento contou com a presença do presidente Mário Bandeira, do diretor de Operação, José Luiz Lavorente, e de autoridades do município.

   "É mais um compromisso da CPTM cumprido", afirmou Mário Bandeira. "As obras de ampliação da estação Osasco estão trazendo benefícios não só aos usuários, mas para toda a cidade. Além de melhorias no entorno da estação, como esse viário e a praça, a população terá também à disposição um bicicletário, totalmente gratuito, que possibilita as pessoas virem até a estação de bicicleta e economizar os custos com o transporte", ressaltou o presidente. 

   No total, foram asfaltados 12.290 m² de vias, o equivalente a 3,5 km, com sinalização horizontal e vertical de solo. Também foram instalados 19 postes de iluminação e 500 metros de gradis. Além disso, foi construída uma base para abrigar agentes da Guarda Municipal, com 87 m² de área. 

   No lado norte da estação, a rua Erasmo Braga e o futuro terminal de ônibus urbano foram pavimentados. O estacionamento do terminal rodoviário, que dispõe de 49 vagas, passou por readequação e a via férrea recebeu novo gradil, aumentando a segurança. 

   Localizada no acesso sul da estação Osasco, a praça Antonio Menk, que conta com 3.580 m² de área, ganhou novo calçamento e iluminação. Em uma área de 258 m², foram implantados um bicicletário com 160 vagas, e sanitários [masculino e feminino] equipados com itens de acessibilidade. 


E não para por ai a primeira fase da modernização foi entregue também..


Entrada da Estação Osasco ( David Fonseca)
      As obras que estão em curso têm o objetivo de atender o aumento da demanda de usuários. Com a ampliação, o edifício, de 10.000 m², terá praticamente o dobro de área: 19.600 m². A estação recebe atualmente cerca de 50 mil usuários por dia útil. As obras permitirão que essa capacidade seja praticamente duplicada. Além disso, está sendo implantada a terceira plataforma no local. 

      No início de março, foram liberados dois acessos da estação Osasco: um novo pelo lado norte, que faz conexão com a rodoviária, e outro modernizado no lado sul, junto à praça Antônio Menck. Os usuários foram beneficiados com a entrega de dois elevadores e cinco escadas rolantes, que melhoraram o conforto e a acessibilidade. A estação já conta com sanitários públicos e adaptados para pessoas com deficiência.

     O investimento na ampliação da estação Osasco é da ordem de R$ 64,4 milhões e inclui as obras do viário concluídas neste mês.

domingo, 24 de junho de 2012

Grande Guerreiro Budd 401!!

Olá meus caros visitantes depois de tanto tempo com o blog parado por motivos de doença do qual vos fala, retomaremos então o nosso trabalho.

Bom hoje estaremos falando de um trem muito querido e que está conosco a quase 40 anos, lembra muito as características dos trens da serie 100 da EFSJ(Estrada de Ferro Santos a Jundiaí), possui um clássico som de aspirador de pó que vem do seu GMC e é muito charmoso. Se você já imagina de quem falamos então acertou falaremos então do querido serie 1400 da CPTM.

Um pouco de sua longa História

Com uma demanda cada vez maior em seus ramais a RFFSA(Rede Ferroviaria Federal SA), acabou por perceber que seus trens da serie 100 e os 400 já não davam mais conta de tal trabalho. Sendo percebido tal situação houve então a necessidade de comprar mais trens e a partir dessa iniciativa, tal fato ocorrera por volta da década de 1970.

Serie 401 CBTU chegando na Estação Barra Funda
Foram adquiridas 18 trens unidade com a caixa em aço inox onde seria feito um consórcio entre a americana Budd e a brasileira Mafersa (ambas já não existem mais), onde a Budd fabricaria as primeiras unidades e a Mafersa realizaria construção das demais e os testes pré operacionais. Os Primeiros TUEs 401 começaram a rodar ente 1976 e 1977 percorrendo inicialmente as linhas Tronco e Variante (atuais 11 e 12 respectivamente) e a Noroeste-Sudeste (atuais 7 e 10 respectivamente).



A alta performance dos 401 era tida como uma das mais notáveis enquanto prestou serviços naqueles anos iniciais na Zona Leste e Norte, mas em oposição a tal havia a manutenção precária que era realizada ao setor ferroviário o que gerou o sucateamento do sistema. Onde até hoje a culpa e jogada contra a empresa administradora da época a CBTU  que era uma divisão da RFFSA( focadas em transporte urbano e transporte de carga respectivamente).

Frisos laterais e no teto, teto arredondado, o material da caixa em inóx interior clássico e o curioso som do gerador e a resistência do trem tal som admirado até hoje por quem o conhece são enormes características que os trens Budd possuíam e a unica que tinha os direitos de produzir trens de aço inóx por meio de licença era a Mafersa.

Sinistros..

A serie 401 não apresentou muitos acidentes, sendo que na maioria das vezes não foi por falha na composição e sim fatores externos dentre eles vale destacar:


Incendio na Estação Taipas (Atual Jaraguá)

Usuários do sistema insatisfeitos com a situação que se encontrava o sistema com constantes panes e problemas diversos atearam fogo em composição e na estação Taipas. Tal fato ocorrera por volta dos anos 80 

Acidente na estação Rio Grande da Serra

Trem da serie 401 da CBTU choca-se contra um vagão prancha da RFFSA.


Decadência total do sistema

Por volta da década de 1980 e 1990 chegou se ao limite a situação do sistema ferroviário de São Paulo, era muito comum ver trens em situações deploráveis, usuários dependurados pelas portas e na lateral e frente do trem, surfistas ferroviários, constantes panes, entre outros fatos que não é desconhecido de quem utilizou o sistema ou conhece a historia.

serie 1400 por volta de 1999 vindo da estação Rio Grande da Serra
1992 a CPTM inicia suas operações a nova companhia ainda enfrentava grandes problemas com seus trens que eram remanescentes da antiga CBTU e não era pra menos. Foi a prova de fogo da CPTM até que em 1998 ela incia o programa boa viagem que incluía uma revisão geral feita pela GEVISA nos trens visando maior segurança, pois os trens eram conduzidos no achometro pois os sistemas de segurança e velocímetros não funcionavam tornando a viagem um Deus nos acuda.

Interior do Serie 1400


Retornando no Final de 1998 e inicio de 1999 o então agora Serie 1400 da CPTM com uma reforminha básica sistemas de seguranças operantes e modernos, que agora não circulavam mais de portas abertas e em uma situação não tão caótica como antes.

Nessa mesma época vale ressaltar que alguns carros do então serie 1400 foram baixados para se somar a frota dos series 100 que seria modernizada para nova serie 1100.

Sua merecida Modernização

Serie 1400 Modernizado (Raul#Mafersa)


Em meados de 2005 os trens da serie 1400 ja estavam em estado precário pois a ação do tempo e do uso excessivo, até que em 2006 a empresa passa por um novo programa de revitalização de trens o que incluía o serie 1400. Após uma intensa modernização o trem da Serie 1400 retorna no Ano de 2007 no padrão metropolitano da CPTM com tudo novinho, interior, equipamentos,enfim pronto pra trazer um novo padrão de conforto para quem o utilizaria.
Série 1400 Fase 2 foto : (Raul#Mafersa)
Interior do serie 1400 


Em meio a este programa de modernização houve uma criação do serie 1400 fase 2 onde a mascara foi alterada passando a ter 3 janelas, mas o restante possuía a mesma caraterística do parente reformado



Atualidade...

Série 1400 da linha 12(Raul#Mafersa)
Nos dias de hoje infelizmente ao invés de 18 unidades temos apenas 4 Unidades em circulação, sua maioria foi baixada. As unidades operantes até hoje a maioria está em circulação na extensão operacional da linha 7(Jundiaí-Fco Morato) sendo conhecido como Batomuche e na linha 12.

Na linha 12 estão operando as unidades as 1401-1402 e 1409-1412 ambas as unidades no padrão metropolitano e formando uma composição de 6 carros cada uma.


1403-1404 em Jundiaí(Raul#Mafersa)
Uma curiosidade que vale expor e que como a extensão da linha 7 está com demanda em crescimento e para aumentar a confiabilidade do trem, foram removido os carros reboque do trem ficando com 4 carros motores algo que notoriamente chamou a atenção de quem o conhecia e logo logo saíram os apelidos do 1400 ficando conhecido carinhosamente por Super Batô.

A primeira unidade a receber a modificação foi uma unidade que não passou pela modernização de 2007 que estava baixada  que foi a 1403-1404 tendencia seguida na composição 1414-1405 que não só parou nas series 1400 e foi aplicada em alguns 1600, vale a pena conferir.

Futuro Incerto....

Infelizmente a grande era Budd está chegando ao seu final, seus majestosos e charmosos trens estão ficando obsoletos e a tecnologia superando trens excelentes. Tal fato que é evidenciado a cada dia tanto que a CPTM possui um contrato que a obriga a modernizar inclusive unidades baixadas ao lado do patio da Lapa, entretanto pelo visto não irá acontecer nunca e um exemplo claro disso são a composição modernizada pela IESA que foi baixada por apresentar muitos defeitos coisa que poderia ser corrigida.

E como se não bastasse tal atitude que evidencia que a CPTM não quer trens antigos e os despreza é os 1600 que foram modernizados e que a mesma não aceitou recebe-los, ficando apodrecendo no patio da IESA em Araraquara, ou seja, dinheiro publico e excelentes trens sendo desperdiçados onde muito bem poderiam estar rodando em extensões operacionais como as das linhas 7 e 8.


Serie 1400 (Derick#Toshiba C807)
Preview...

Parente do querido 1400 só que mais novo não percam a próxima matéria!!
Guerreiro de Inox!!

Texto e algumas fotos: Raul Gomes
Agradecimentos: aos fotógrafos cujo não encontrei os dados, parabéns pelas belíssimas fotos.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Futuro Incerto.

Série 1700 Estação Jaraguá
A aproximadamente 25 anos atrás fabricados pela grande Mafersa entrava em operação um querido TUE muito famoso e de altíssima qualidade, seu desempenho excelente evidenciava o talento de sua fabricante e até hoje não é um TUE que deixa que o utiliza "na mão".

Sim só poderíamos estar falando dos trens da série 1700, que hoje são operados pela CPTM e circulam na linha 7 Rubi. Apesar de serem ótimos trens sabemos que a mesma operadora não tem dado os devidos cuidados a esse maravilhoso trem.Para quem utiliza a linha 7 seja lazer ou trabalho e dá a sorte de utilizar uma dessas belezinhas é difícil não reparar como estão judiados tanto interior como seu exterior. São janelas, paredes, piso, luminárias, enfim tudo em péssimo estado e como se não bastasse devido a equipamentos mecânicos já no bico urubu começam a dar problema por não serem substituídos por novos resultando em cada vez mais constantes avarias.


Serie 1700 proximo a Palmeiras Barra Funda

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos a CPTM vem passando por uma modernização mais intensa e numa certa frequência vemos obras e trens novos entrando em circulação, mas se vemos que a mesma não mantém seus trens antigos em bom estado quem dirá o seus novos trens?? A ideia a alguns anos atrás seria assim que fossem chegando os 20 trens novos encomendados a linha 7 fosse contratada a modernização dos trens da serie 1700.

Entretanto mais da metade desses trens foram desviados para a linha 9 Esmeralda por "necessidades operacionais" sobrando apenas 4 trens e como se não bastasse isso temos o trem problema da linha o serie 1100 já necessitando aposentadoria resultando em constantes as avarias do mesmo causando problemas a milhares de usuários. Com isso fica ao 1700 o papel de salvar a linha do colapso impedindo o mesmo de ser modernizado.

Interior Judiado do 1700
 (eu possuia mais fotos o problema é que nao encontrei)
Com suas constantes avarias e seu mal estado o temor de muitos é que os 1700 se tornem trens tao problemáticos como os serie 5000 da linha 8 que também sofriam do mesmo problema, só que não deram a minima atenção e quando pensaram em modernizá-lo já era tarde e milhões de reais que saíram dos nossos bolsos para a compra dos 5000 serão jogados fora com sua baixa.

O futuro dos trens 1700 se torna incerto pois não há visão de quando serã o modernizados e se serão ainda modernizados, o que nos leva a pensar seria um caso 5000 II?? A CPTM está apta mesmo a operar trens novos se não sabem nem cuidar de seus trens antigos??

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Veterano sobre trilhos e sua história!

Olá meus amigos visitantes, depois de um tempo sem postar algo peço as humildes desculpas pois estive lotado de coisas da faculdade para fazer.
Enfim hoje falaremos de um TUE que tem muiiiita mas muiiita história a contar, afinal ele roda firme e forte desde 1957 e só foi modernizado por volta de 1994, roda junto do serie 1700 na linha 7 e de modo esporádico na linha 10, e é o primeiro trem de aço inox do Brasil. Estamos falando do serie 1100. 

Suas Características:

Serie 100 atual 1100 (acervo RFFSA)
Serie 100 atual 1100 (acervo RFFSA)
Formação TUE: MC+R+R1
Fabricante: Budd/MAFERSA
Ano de Fabricação: 1957
Origem: EUA
Ano Operação: 1997
Caixa: Aço Inox
Bitola: 1,60 m
Quantidade de Portas/Carro: 8
Linhas de operação: 7/10
Composição Linha 7: 6 Carros
Composição Linha 10: 6 Carros

Dimensões

Altura Carro: 4,121 m
Altura Pantogr. Abaixado: 4,655 m
Altura Pantogr. Levantado: 7,010 m
Altura Boleto ao Piso: 1,362 m
Altura Boleto ao Eixo Engate: 0,927 m
Largura Carro: 3,057 m
Largura Portas: 1,20 m
Comprimento MC/: 25,907 m
Comprimento R/R1: 25,907 m
Peso MC: 58.500 Kg
Peso R: 39.500 Kg
Peso R1: 36.500 Kg
Diâmetro das Rodas: 36 pol.

Capacidade e Desempenho

Esforço Trator: 15.304 Kgf
Potência Contínua: 1.224 Kw
Velocidade Máxima: 100 Km/h
Aceleração Máxima: 0,50 m/s²
Desaceleração Max. Freio de Serviço: 0,77 m/s²
Desaceleração Max. Freio Emergência: 1,10 m/s²
Raio Mín Curv Horiz.: 76 m
Lotação MC: 58+234
Lotação R/R1: 68+238

Lotação TUE: 904



Formação TUE: MC+R+R1
Fabricante: Budd/MAFERSA
Ano de Fabricação: 1957
Origem: EUA
Ano Operação: 1997
Caixa: Aço Inox
Bitola: 1,60 m
Quantidade de Portas/Carro: 8
Linhas de operação: 7/10
Composição Linha 7: 6 Carros
Composição Linha 10: 6 Carros

Dimensões

Altura Carro: 4,121 m
Altura Pantogr. Abaixado: 4,655 m
Altura Pantogr. Levantado: 7,010 m
Altura Boleto ao Piso: 1,362 m
Altura Boleto ao Eixo Engate: 0,927 m
Largura Carro: 3,057 m
Largura Portas: 1,20 m
Comprimento MC/: 25,907 m
Comprimento R/R1: 25,907 m
Peso MC: 58.500 Kg
Peso R: 39.500 Kg
Peso R1: 36.500 Kg
Diâmetro das Rodas: 36 pol.

Capacidade e Desempenho

Esforço Trator: 15.304 Kgf
Potência Contínua: 1.224 Kw
Velocidade Máxima: 100 Km/h
Aceleração Máxima: 0,50 m/s²
Desaceleração Max. Freio de Serviço: 0,77 m/s²
Desaceleração Max. Freio Emergência: 1,10 m/s²
Raio Mín Curv Horiz.: 76 m
Lotação MC: 58+234
Lotação R/R1: 68+238
Lotação TUE: 904




Atual serie 1100(Raul#Mafersa)
Em 1957 após o final da concessão da SPR sobre a estrada de Ferro Santos a Jundiaí assume a operação da linha a RFFSA(Rede Ferroviária Federal SA), com o intuito de modernizar a tal linha inicia-se a construção do serie 100 em conjunto pela Budd e a Mafersa, sendo o primeiro trem de aço inox do Brasil.O serie 100 não foi só apenas o primeiro trem de inox do Brasil mas sim o primeiro TUE a ser fabricado usando a tecnologia Budd na América Latina.


Em 1984 passou para a CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) não recebendo os devidos cuidados assim como o resto da frota paulista, chegando a rodar em péssimo estado de conservação, na década de 80 acaba o reinado da serie 100 na EFSJ e passa a dividir os trilhos com o novo serie 700. 


Atual interior do série 1100 (Raul#Mafersa)
Com a queda da CBTU como já era de se esperar, pois a mesma não conseguia fazer seu trabalho que era manter a qualidade e realizar melhorias nas ferrovias sobre sua administração.Em 1992 surge então a CPTM que absorve a frota problemática e mal conservada da CBTU com o intuito de modernizar, reformar e trazer a qualidade de volta aos trilhos paulistas.


Antigo interior do serie 1100 (acervo RFFSA)
Sendo assim a CPTM inicia em 1994 o programa de modernização da serie 100 um consórcio feito pela Mafersa e pela Cobrasma, no qual a Mafersa modernizaria os carros de numeração par e a Cobrasma os carros de numeração ímpar. O que poucos sabem mas no meio dessa modernização alguns carros da série 1400 também foram nessa modernização, nascendo assim a serie 1100.


Cujo as mudanças são esplendidamente notória, nova mascara frontal de fibra
e um interior moderno e mais funcional do jeito que o primeiro trem de aço inox merecia. Depois de anos mal cuidado o novo serie 1100 se tornava um marco de que as melhorias nas ferrovias paulista estava enfim chegando!  


Acidente em Perus


Como nem tudo na vida são flores infelizmente o serie 1100 mais tarde se envolveria em um grave acidente, em 28 de julho de 2000 na estação Perus na zona norte de São Paulo.
Poucos imaginavam, mas ali seria palco de um dos mais graves acidentes ferroviários de São Paulo . Uma composição serie 1100 que seguia para estação Francisco Morato acabou parando em Perus por falta de energia e por consequência outra composição de série 1700 por ventura também havia parado pela mesma razão na estação Jaraguá e é esvaziada. 
Porém por falhas no projeto original do trem o freio do 1700 não consegue segurar o trem pois entre Jaraguá e Perus há uma forte inclinação, então o serie 1700 desce descontrolado pela via por 5,5 quilômetros alcançando cerca de 70km/h em 8 longos minutos até que então choca-se com o 1100 que estava parado em Perus, matando 9 pessoas, deixando 115 pessoas feridas e por consequência destruindo a estação Perus.
Pelas dimensões do acidente poderia ter sido um numero maior de vitimas fatais, mas graças a Deus e a CPTM ter agido de forma rápida evacuando o 1100 o numero de perdas não foi maior.








Atualmente...


O série 1100 ainda divide espaço com o 1700 na linha 7 e agora desde 2010 entrou um outro trem novo que é o serie 7000, que por conhecidencia também ja se chocou contra um 1100. Dessa vez na saída de luz no segundo semestre de 2010, o 7000 que chocou-se era a unidade Q07 que avançou o sinal de colidiu com a lateral do serie 1100 como resultado dessa colisão a unidade Q07  está parada até hoje esperando reparos em Presidente Altino e o 1100 rodando normalmente.


O série 1100 é um trem que tem história a contar isso não é duvida alguma, entretanto é um trem que diverge opiniões entre fãs e pessoas não gostam muito dele. Conhecido por vários ferrofãs e maquinistas por milzinho e pelos usuários é chamado de trem pequeno, pois só possui 6 carros contra os 8 carros do serie 1700 e serie 7000 fato que o torna não muito querido pelos usuários da linha 7. 


Já na linha 10 o 1100 é muito querido porque devido a não possuir o isolamento acústico que os series 2100 possuem causam a falsa sensação de que correm mais ganhando assim pontos com os usuários da linha 10, entretanto ele roda na linha 10 em ocasiões raras.


Seu Futuro...


Com o inicio do programa do expansão SP que inclui a chegada de novos trens inicialmente de 20 novos trens da serie 7000 para a linha 7 Rubi através de contrato realizado em 2008, resultando a saída dos 1100 de circulação , mas devido a problemas com frota os 7000 que viriam para a linha 7 foram remanejados para outras linhas pra suprir o problema em outras linhas.


Fato que o TCE(Tribunal de Contas do Estado) desconhece pois se soubesse a CPTM seria multada e obrigada a devolver os trens de serie 7000 as suas linhas de contrato, algo semelhante ao que aconteceu com os trens de serie 2000 fase 2 2070 que por contrato eram da linha 11 mas rodava na linha 9 que rodam na linha 8 atualmente.


Ao que se sabe futuramente nossos queridos serie 1100 dará adeus aos trilhos paulistas, quando não se faz ideia ja que graças ao mal planejamento e a falta de trens forçam ele a trabalhar mais adiando a sua tao sonhada aposentadoria, mas a tendencia é a sua saída mais cedo ou mais tarde.


Texto: Raul Gomes 
Dados: TVGBR e wikipédia